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Diversão de fim de noite.

Pé ante pé
Quando todos dormem
Madrugando irresponsavelmente
(se tiver acordado tarde e passado o dia fora de horário melhor)
Soberana no silêncio, como um gato.

Tinja os dedos de vermelho, vivo, doce.
Um pouco acre até
Mas de olhos fechados
Deixando aos dedos a tarefa de tatear, em meio ao frio
E depois, agradeça, a qualquer Deus, aos deuses todos
(ou ao mercado mais próximo)
Por que afinal, existem as cerejas

Termine lambendo os dedos como criança. Sugando todas as gotas irrefletidamente
Feio

Delicioso
E real...

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...

E veio o mel, cobrindo tudo com o doce e dourado...
Para lembrar que o que vale a pena
é difícil
leve
e brilha, dentro, bem dentro,
onde o que mais importa mora.
E veio o mel, zumbindo, com todos os pequeninos seres
e ele iria embora, se existisse medo.
e tudo ficou doce.

...

E ela caminhou só por tanto tempo
que não sabia se tinha se desligado do mundo
ou se o mundo tinha se desligado dela

A não ser pela pequena base, os irmãos que
entre um mundo e outro
 sussuravam

nada importava
e não fazia diferença

a nao ser
nos breves momentos
de aconchego
solitario.

...

E toda vez que ela confundiu amor com ter algum tipo de companhia, ou apoio, fez um risco na parede. Ao fim da vida, não lhe sobrou parede intacta.
Pediu para voltar e aprender a desistir.
Quem sabe na próxima?