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frio de inverno

Chegamos no fim. No fim. No fim.
Como um filme, o fim sempre esteve lá. A espreita.
Mas enquanto um de nós corria, com a fome dos devoradores, daqueles, que olham para as migalhas sem remorso e nem saudades, o outro nem andava. Não ousava ao menos respirar.
Se respirasse, talvez, por Deus... a verdade, é que se respirasse, talvez doesse.
Recebia afagos como um cão.
Aquele, que agradece as migalhas...
Devia ter mordido os calcanhares.


Chegamos no fim. E como na fita tediosa, não há, realmente história a ser contada.

Conto de números primos. Não se dividem a não ser por si mesmos.

Quando eu digo que conheço muitas pessoas legais, aí está: o oftalmo montou esse texto comigo, enquanto medíamos a pressão do meu olho. (Ele media, na verdade. Nós tagarelávamos. E eu tomei liberdades poéticas na história que contamos)

Comentários

  1. ao ler tanta coisa fez sentido...
    será que ainda se pode morder os calcanhares?!

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...

E ela caminhou só por tanto tempo
que não sabia se tinha se desligado do mundo
ou se o mundo tinha se desligado dela

A não ser pela pequena base, os irmãos que
entre um mundo e outro
 sussuravam

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e não tinha medo
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Mas era mais
Por que eu era eu
e era
forte
e sempre seria
e foi você que me deu isso
como um veu retirado
da realidade
mas agora
é tudo cinza
e eu estou só
inteira
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e a mesma
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Mas inteira não é mais suficiente
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...

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Quem sabe na próxima?