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Para Lorelay Parte III

Bom dia, Loris!

Eu sei que aí, você estaria acordando. Ou quem sabe agora acordou para sempre? Ainda não entendo, como que sou eu, justamente, que escolheste para contar a sua história. Queria fazer algo e desligar, Loris, como o interruptor da mente que descobriste.
Juro, queria mesmo, não ri não.
Queria fazer algo e não pensar.
Só um pouquinho e para sempre.
Não ver nunca mais, mas como em brilho eterno, sabe? Sumir.
Vou a sua procura ouvindo sua voz, e me encontro.
E me perco, Loris, na escuridão que não vi
E no brilho psicodélico, que mesmo a sua voz não conseguiu apagar
Queria achar você, e me acho, e me perco, e dói.
Como um pisca de natal que se apaga e vai para caixa.
Tenho medo, Loris, quando sonho contigo e me chamas...
Parece que o fim que está traçando tem mais cor que toda a vida que eu conheço.
Bom dia, Loris. Hoje eu comecei a te escrever.

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