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Questões

Você sempre foi o monge?
Eu sempre fui essa criança vitoriana com síndrome de peter pan?
Você nunca me amou, ou apenas queria devorar aquela luz?
Nunca paramos realmente para pensar sobre isso?
Risos e poesias nunca foram suficientes?
Por que quebrar e destruir é a única coisa que te acalenta?
Não há perdão no seu mundo?
Você sente minha falta, ou foi simples esquecer?
Alguma vez eu fui lembrada, na verdade, que não fosse por poesia?
Foi minha culpa?
Foi minha culpa?
Foi minha culpa?
Você sente saudades, ou nunca olha para trás?
Há paz em algum ponto da jornada, ou só esse desassossego controlado?
Todo mundo vai ser amado algum dia?
Ou alguns não são feitos para serem amados?
Você realmente era meu amigo, ou apenas era fácil?

Foi minha culpa?

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Para vc, para sempre

Depois que você se foi, tenho medos e vazios. Os vazios, óbvios Para quem viveu tal intensidade e tal certeza Muitas vezes ao dia eu choro, só pq você não está lá, seja para pegar minha mão seja para me dar uma bronca Seja para te ouvir respirando de madrugada e saber que estava tudo bem Ao mesmo tempo, tudo parece um pouco irreal. Como se de algum modo minha cabeçca continuasse te criando As pessoas dizem que a vida pode ser re construida e é mentira, Pq a pessoa que eu era morreu quando vc morreu indelevelmente Só existe uma outra vida que eu vivo agora não há escolha. E as pessoas me dizem para encontrar outro alguém mas eu só consigo pensar que essa pessoa nunca seria perdoada por não ser quem vc era. e eu nem saberia como pedir desculpas.

Texto para Enki.

Fui à biblioteca do lugar onde trabalho, hoje. Eu evito ir até lá, pois, a contrariar com o estigma das bibliotecas, eu acho que esta é muito barulhenta. Um burburinho enxameado (já contei que tem um livro me fazendo perdoar as abelhas?) permeado por mais burburinho, numa espécie de looping infinito ecoando pelas paredes. É engraçado que no prédio antigo a biblioteca era uma bolha de silêncio e concentração. Eu SEMPRE fugia para lá. Mas nessa, não funciona assim, então, eu fujo para as árvores, ou para minha sala. Mas, hoje ao ir para lá, ela me recebeu com mais silêncio do que das outras vezes. Lembrei, portanto, o quanto eu gosto das bibliotecas e fiquei por lá, acarinhando as paredes e mantendo contato com todos aqueles livros juntos. Gosto de visitar bibliotecas com o espírito de exploração, como quando fazemos visitas as livrarias. Tiro os livros inimagináveis das estantes, olho os índices, folheio. Amigos em potencial, é o que são, a espera que alguém os veja e dialogue com eles...

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