Pular para o conteúdo principal

inconfessável I

Quando me tocas, desmancho
Desaproximas, rearranjo
Talvez só desejes me ver derreter
Pagarei, assim, seu preço
Não me sobra tanto apreço
Que me faça temer desaparecer.

Veja:
de perto
desperto.

Comentários

  1. Uma linda mulher
    leu seu reflexo
    no papel.

    ResponderExcluir
  2. Surfar é uma promessa:
    enquanto estiver perto,
    nunca vai derreter.
    Nem que para isso
    a gente tenha
    que escrever
    poemas camicase.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

conto

E um dia a menina quebrou o espelho para não ser quem era. Mas o caco que olhava de volta era sempre conhecido E a fazia sangrar em desespero. Até que as lágrimas silenciaram a menina para todo sempre e do espelho restou só o pó

Era uma vez

Um cara que alisava os próprios fracassos como se fossem veludo. Só para dizer que sempre soube que de nada adiantaria. Era uma vez Uma guria, tadinha. Brincava de forte, mas era só disfarce Tinha medo que enxergassem o vazio. Era uma vez uma menina vivia a fazer perguntas e a se magoar O mundo era feito para negar as respostas. Era uma vez, e outra e foi-se