Fui à biblioteca do lugar onde trabalho, hoje. Eu evito ir até lá, pois, a contrariar com o estigma das bibliotecas, eu acho que esta é muito barulhenta. Um burburinho enxameado (já contei que tem um livro me fazendo perdoar as abelhas?) permeado por mais burburinho, numa espécie de looping infinito ecoando pelas paredes. É engraçado que no prédio antigo a biblioteca era uma bolha de silêncio e concentração. Eu SEMPRE fugia para lá. Mas nessa, não funciona assim, então, eu fujo para as árvores, ou para minha sala. Mas, hoje ao ir para lá, ela me recebeu com mais silêncio do que das outras vezes. Lembrei, portanto, o quanto eu gosto das bibliotecas e fiquei por lá, acarinhando as paredes e mantendo contato com todos aqueles livros juntos. Gosto de visitar bibliotecas com o espírito de exploração, como quando fazemos visitas as livrarias. Tiro os livros inimagináveis das estantes, olho os índices, folheio. Amigos em potencial, é o que são, a espera que alguém os veja e dialogue com eles...
( escrevi um monte de coisa, acabei apagando. Não tenho muita coisa a dizer... fases de copo vazio)
ResponderExcluir"I shut my eyes and all the world drops dead; I lift my lids and all is born again." (É a única poesia da Sylvia Plath que conheço, mas acho ela linda...should have loved a thunderbird instead)
ResponderExcluirTambém tenho uma coisa por desertos...aliás, desertos, campos do faroeste paulista, oceanos, imensidões em geral. Qualquer lugar onde dê pra se perder só de olhar, qualquer coisa que parece maior do que a própria vida. Ah, o faroeste paulista não tem nada demais, heheheh...é um mar de plantações e pastos, mas é o meu deserto, sabe? Pra onde eu vou (física ou mentalmente) quando quero me perder ou me achar...ou algo assim, hehehe.
Ah, me conta o que achou do livro quando ler! Eu ainda não terminei, mas tô gostando bastante...E ainda não assisti Rango! Assim que sanar essa deficiência eu conto o que achei =)
Entendo Caio Fernado Abreu: Sylvia Plath pode ser um mal estar iluminado.
ResponderExcluirLindo seu poema,
T.
Um poema lutando pra existir entre os medos nossos de cada dia...
ResponderExcluirLindo mesmo!