Talvez seja uma coisa pequena para você, e nem fique na lembrança. Mas foi você quem primeiro me deu uma música de presente. Dizia que o refrão fazia lembrar de mim e dizia: minha, minha, minha J. Em que o J. era eu, evidentemente. Um outro nome, uma outra vida. Você se foi e não era para ser, eu gosto de acreditar. Embora a gente tenha que viver com o "e se" daquele que escapou, eu acho, até o fim da vida. Gosto da música até hoje e escuto, sem lamentos. Ela é bonita E doce E triste, tão triste. Era tristeza que eu trazia no coração, naquele tempo, tão longe? Provavelmente, com essa melancolia de pelúcia que carrego no colo desde que eu me lembro, havia uma luz de tristeza que você podia ver? Ou, sou eu, que pensando nisso depois, amarro os sentidos? Depois, entreguei meu coração e meu mundo algumas vezes. Mas não ganhei uma música, então, era a sua que eu ouvia quando estava triste. Ela era minha e não um símbolo do que não foi. Apenas minha. Até, que depois de...
( escrevi um monte de coisa, acabei apagando. Não tenho muita coisa a dizer... fases de copo vazio)
ResponderExcluir"I shut my eyes and all the world drops dead; I lift my lids and all is born again." (É a única poesia da Sylvia Plath que conheço, mas acho ela linda...should have loved a thunderbird instead)
ResponderExcluirTambém tenho uma coisa por desertos...aliás, desertos, campos do faroeste paulista, oceanos, imensidões em geral. Qualquer lugar onde dê pra se perder só de olhar, qualquer coisa que parece maior do que a própria vida. Ah, o faroeste paulista não tem nada demais, heheheh...é um mar de plantações e pastos, mas é o meu deserto, sabe? Pra onde eu vou (física ou mentalmente) quando quero me perder ou me achar...ou algo assim, hehehe.
Ah, me conta o que achou do livro quando ler! Eu ainda não terminei, mas tô gostando bastante...E ainda não assisti Rango! Assim que sanar essa deficiência eu conto o que achei =)
Entendo Caio Fernado Abreu: Sylvia Plath pode ser um mal estar iluminado.
ResponderExcluirLindo seu poema,
T.
Um poema lutando pra existir entre os medos nossos de cada dia...
ResponderExcluirLindo mesmo!