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espelho

Olho para mim, madrugada. Insônia.
Frio, aquele, para o qual não existe cobertor.
Sou ingênua e burra, repito.
não sei nada

deve ser por isso que eu insisto em estudar
e ler
e pensar

apenas sintoma de burrice.

Inteligentes? pedras, tartarugas e golfinhos. Orcas e violetas.
Eu?
Ignoro, Ignoro-me, Ignoro-te. Ignobil
Ignomínia.

Comentários

  1. E no entano insistimos na ignorância de nós.

    T.

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  2. A grande Ignominía?
    A tentativa de hierarquizarmos a vida. Ela é muito maior que tudo, inclusive a nossa "burrice"; crenças na elevação do "ser" pelas teorias e afirmações - predicativos do sujeito - não cabe em nenhum livro ou enunciado: equações, fórmulas, bomba atômica,sinfonias,sexo,teorias, amores,fome, pestilência,etc,etc - nossos grandes delírios.
    Anunciamos categorias...somente categorias - palavras - e, prisões, afetos, afecções,sonhos, afirmações, desejos, ambições,etc. No meio de tudo isso : os escravos com seus diplomas, fardas,carros, armas na mão. Outros mendigam, outros dão, outros roubam, outros desejam, outros sonham...

    No fim os organismos morrem...

    E a vida continua sem hierarquias.

    As hierarquias determinam apenas a si mesmas e aos que anunciam a sua existência. Morrem a cada anunciação pois necessitam de novas enunciações. O grande vício humano: não saber, não entender, não desejar,não querer - ou- saber, entender, desejar, querer. Totalitarismos transvestidos pela alcunha da sabedoria: o total é sempre parte,se fosse totalizante, não caberia em proposições enunciativas, apenas anunciação: a vida é assim, dessa forma, nessa teoria, uma flor, um amor,relação, divisão,etc.

    Uma vertigem...

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  3. como diria o marvin: vida, não me fale em vida. Mas o seu comentário tá muito mais profundo q o meu texto.
    A verdadeira vertigem.

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